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Arte Incomum

As artes do imaginário, também denominadas arte incomum, arte fantástica ou arte bruta, são conceitos usados para classificar as obras que parecem ter nascido dos mistérios e verdades profundas da psiquê humana e à margem dos cânones artísticos. Começaram a ser identificadas com Jean Dubuffet, em fins de 1940, num contexto de recusa à cultura asfixiante do establishment, o sistema oficial das artes. Na arte popular brasileira, são muitas e surpreendentes as criações que se incluem nesse gênero, no qual realismo e fantasia se misturam em grandes doses. Encontramos tanto autores que inventam temas nunca antes pensados, como o ceramista Manoel Galdino (PE) e seu “Lampião-sereia”, quanto outros que tratam os temas universais de maneira absolutamente original, como Antônio Poteiro (GO) e sua obra “Torre de Babel”.

Angela Mascelani

OBRAS
  • Guerreiro
  • Placa
  • Barco com duas cabaças
  • Macacos e leões nos galhos
  • Porta bandeira
  • cachorro-caçando-gato
  • Máscara
  • Roda
  • Carranca de cavalo homem
  • Máscara
  • Santo Antônio caminhante
  • Carregando criança
  • Máscara com três rostos
  • Sapo
  • Casarão entre o mar e a serra
  • Monstro com calango na boca
  • Sinaleiro do Laurentino
  • Cavalo na fazenda
  • Monstro pequeno
  • Sinaleiro do vento
  • Cidade tentacular
  • Moringa de três cabeças
  • Conselho de animais
  • Mulher com cabelos cacheados
  • Crepúsculo na praia
  • Mulher com coroa
  • Mulher com placa na mão
  • Entalhe de um casamento
  • Mulher de cabelos pretos
  • Escultura rosa encimada por pássaro
  • Figura fantástica comendo animal
  • Navio negreiro com plumas
  • Adorando o boi
  • Passista
  • Girafa com homem no pescoço
  • Piquenique

Folk Art – Art and a Bridge

2004
BNDES Gallery
Rio de Janeiro - RJ

The Museu Casa do Pontal held the exhibition "Arte Popular - Art Rush" in the BNDES Gallery in Rio de Janeiro, The show brought together some 150 works by some of the most representative Brazilian artists. Besides figurative art - recognized by the unmistakable clay dolls of the Northeast, with special emphasis on Mestre Vitalino the so-called visionary or fantasy art represented by "Lampião Sereia" the iconic work by Manuel Galdino (Alto do Moura, Caruaru, PE) a sculpture that creates a bridge between the backlands and the sea. The curatorial approach included the historical aspects of the constitution of the field of art of the Brazilian people, marking its contemporaneous character.

This exhibition was also unique in that it was created in tribute to Guy Van de Beuque, director of the Museu Casa do Pontal from 1996 to 2004. He was the son of Jacques Van de Beuque (the creator of this collection of about eight thousand pieces by more than 200 Brazilian artists). Guy Van de Beuque died in January 2004, just before the opening of an exhibition of the Crafts Museum in India.

The exhibit "Poetic Machines" feartures the meeting of the work of Abraham Palatnik, a pioneer of kinetic art in Brazil, and popular artists Adalton Lopes, Laurentino, Nho Caboclo and Saúba based on the central theme of movement. The exhibition - curated by anthropologist Angela Mascelani, director of the Museum, and Henrique Afonso Costa, a member of the Council of the institution - began a series of dialogues between folk art and contemporary art at the Museum Casa do Pontal.

Arte Popular – Arte de Ponta

2004
Espaço BNDES
Rio de Janeiro/RJ – Brasil

O Museu Casa do Pontal realizou no Espaço BNDES, no Rio de Janeiro, a exposição “Arte Popular – Arte de Ponta”. A mostra reuniu cerca de 150 obras de alguns dos mais representativos artistas brasileiros. Além da arte figurativa –– reconhecida pelos inconfundíveis bonecos de barro da região Nordeste, com destaque especial para Mestre Vitalino –, também foi dada relevância à chamada arte visionária ou fantástica, representada pela obra icônica “Lampião-Sereia”, de Manuel Galdino (Alto do Moura, Caruaru, PE), escultura que cria uma ponte lúdica entre o sertão e o mar. A abordagem curatorial contemplou os aspectos históricos da constituição do campo da arte do povo brasileiro, assinalando sua contemporaneidade.

 Esta exposição apresentou ainda uma particularidade: foi uma homenagem a Guy Van de Beuque, diretor do Museu Casa do Pontal de 1996 a 2004 e filho de Jacques Van de Beuque (o criador dessa coleção, que reúne cerca de oito mil peças de mais de 200 artistas brasileiros). Guy Van de Beuque faleceu em janeiro de 2004, momentos antes da inauguração de uma exposição do acervo do Museu no Crafts Museum, na Índia.

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