Festas

Muito representadas na arte popular, as festas deram origem a esculturas e modelagens originais, que celebram o encanto e o apego dos brasileiros pela música, pela dança, pelo encontro e pela visualidade alegre. Interpretadas em barro ou madeira, as obras focalizam tanto as festas tradicionais como o bumba-meu-boi, carnaval, maracatus, pastoris, folia de reis etc. como as reuniões de pessoas com o propósito de celebrar algo ou alguém, os casamentos, as procissões e datas religiosas, os fatos históricos ou mesmo eventos da vida íntima, shows e exibição de habilidades.

OBRAS
  • Bumba-meu-boi
  • Congada de São Benedito
  • Moçambique
  • Entalhe do boi da cara preta
  • Dança de São Gonçalo
  • Pau de fitas
  • Mané das batata
  • Festa Junina com casal dançando
  • Chapéus de Reisado
  • Banda com músicos sentados
  • Mané Pikinino
  • Folia de Reis
  • Reisado
  • Folia de Reis
  • Banda de anjos
  • O morto carregando o vivo
  • Casal idoso dançando
  • Banda de Pífaros
  • Pigmeu
  • Forró
  • Roda de Bumba-meu-boi
  • Jongo
  • Calango
  • Figura de mamulengo
  • Carnaval de Belmiro Braga
  • Desfile de escolas de samba
  • Cavalhada de Pirenópolis
  • Mascarados a cavalo
  • Figura de mamulengo
  • Circo
  • Figura de mamulengo
  • Boi de bumba
  • Circo
  • Figura de mamulengo
  • Boi do Bumba
  • Parada circense
  • Figura de mamulengo

Folk Art in Brazil

2011
Museu Nacional da República
Brasilia / Distrito Federal

The Museu Casa do Pontal and the Museu Nacional presented the "Folk Art in Brazil – the Museu Casa do Pontal Collection", exhibiting 1,500 works by 70 popular artists, the largest of its kind ever held in the country. The exhibit was visited by more than 45,000 visitors. Curated by anthropologist Angela Mascelani the exhibit showed works from the collection begun more than 50 years ago by French designer Jacques Van de Beuque.  Apart from geographic representation, the curator related to the works to the cultural and symbolic universes of the authors. At the entrance, visitors were greeted by a 20-meter-long blue panel with suspended boats in an allusion to the São Francisco River, which crosses five states - Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe and Alagoas, an important axis in the production of folk art, with its gargoyles and myths. On other rivers, the exhibition takes the visitor to the Jequitinhonha Valley where older artists let their imagination soar and transform pots and pitchers into dolls, breast-feeding mothers, radiant and solemn brides. The exhibition next went to Alto do Moura, in Caruaru, Pernambuco, to visit Mestre Vitalino and his famous school of ceramic dolls. In its religious section, the exhibit featured Catholic festivals in Juazeiro do Norte, Ceará; Umbanda in Rio de Janeiro, Candomblé from Bahia and afoxé from Pernambuco. Also represented were the suburbs of Rio, the adult games played in the streets and squares of the City and the effervescence of carnaval in the Sambódromo.

O Brasil na Arte Popular

2011
Museu Nacional da República
Brasília, DF

O Museu Casa do Pontal e o Museu Nacional apresentaram a exposição “O Brasil na Arte Popular – Acervo Museu Casa do Pontal”, com 1.500 obras de 70 artistas populares, a maior do gênero já realizada no país. A exposição teve um público superior a 45 mil visitantes. Com curadoria da antropóloga Angela Mascelani, reuniu obras da coleção iniciada há mais de 50 anos pelo designer francês Jacques Van de Beuque.  Além da representatividade geográfica, a curadoria relacionou as obras com o universo cultural e simbólico de seus autores. Logo na entrada, um painel azul com 20 metros de extensão teve barcos suspensos, em alusão ao rio São Francisco, que atravessa cinco estados – Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, importante eixo na produção da arte popular, com suas carrancas e mitos. Por outros rios, a exposição chegava ao vale do Jequitinhonha, onde antigas paneleiras dão asas à imaginação e transformam potes e moringas em bonecas, em mães amamentando, em noivas altivas e solenes. Por terra, a exposição foi ao Alto do Moura, em Caruaru, Pernambuco, com Mestre Vitalino e sua famosa escola de bonecos de cerâmica. Em seu aspecto religioso, a mostra apresentou as festas católicas de Juazeiro do Norte, do Ceará; a umbanda do Rio de Janeiro, o candomblé da Bahia e o afoxé de Pernambuco. Também foram apresentados os subúrbios cariocas, os jogos de adultos praticados nas ruas e praças e a efervescência do carnaval no Sambódromo. 

Often represented in folk art, festivals inspire sculpture and original models that celebrate the charm and appeal of Brazilians for music, dance, for getting together and colorful visual appeal. The apotheoses of moments at popular festivals include: Carnaval, New Year's celebrations, the harvest celebrations in June and festivals and those linked to both to the Catholic Church and Afro-Brazilian religions. The themes of the sculptures and models, created in clay and/or wood, are drawn from both the large festivals such as the Bumba-meu-boi, Carnaval, Maracatus, the pastorals, Kings Days etc… as well as smaller gatherings of people with to celebrate someone or an event of some kind. Although the larger festivals take place on specific dates in some states in Brazil - Bahia, Pernambuco and Maranhão, for example – some can extend for weeks - sometimes the whole month. Because of Brazil's continental size, we sometimes say that "there is always a party" because, as pointed out by the anthropologist Roberto Da Matta, somewhere there will always be a saint to celebrate, a football victory or just, "the refusal to accept the solitary nature of modern life.”  We call attention to the brief, general nature of the texts that accompany the works in this sector. They present in a summary description of the festivals that are actually quite complex.

Muito representadas na arte popular, as festas deram origem a esculturas e modelagens originais, que celebram o encanto e o apego dos brasileiros pela música, pela dança, pelo encontro e pela visualidade alegre. Os momentos apoteóticos das festas populares têm sido considerados o Carnaval, as comemorações do Ano Novo, as festas juninas e aquelas ligadas à Igreja Católica e às religiões afro-brasileiras. As esculturas e modelagens, criadas em barro ou madeira, tematizam tanto as grandes festas, como o bumba-meu-boi, o carnaval, os maracatus, os pastoris, as folias-de-Reis etc., como as reuniões de pessoas com o propósito de celebrar algo ou alguém. Ainda que as principais festas coletivas aconteçam em datas estipuladas, em alguns estados brasileiros – como a Bahia, Pernambuco ou o Maranhão –, as mais concorridas podem se estender e chegam a durar semanas inteiras – às vezes, o mês todo. Devido às proporções continentais do Brasil, pode-se dizer que “vivemos em festa”, pois, como sublinha o antropólogo Roberto Da Matta, em algum lugar sempre estará sendo celebrado um santo, uma vitória no futebol ou, apenas, “a recusa da solidão da vida moderna”. Chamamos a atenção do público para o caráter sintético e geral dos textos que acompanham as obras neste setor. Eles apresentam de maneira sumária festas que, na realidade, são bastante complexas. 

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